Sunday, February 23, 2014

Falácias - exercícios 10

10. "A Lua é um planeta como a Terra. Ora a Terra é habitada. Portanto, a Lua é habitada."


R: Falsa analogia.

Esta analogia viola ambas as regras dos argumentos por analogia:
1. As semelhanças têm de ser relevantes e numerosas;
2. Não pode haver diferenças relevantes.

A Terra e a Lua têm muito poucas semelhanças e a característica de ser habitada não é comum às duas entidades.


Sobre esta falácia:
http://livrepensamento.com/guia-de-falacias-logicas/falacias-indutivas/falsa-analogia/

Falácias - exercícios 9

9. "O califa de Omar ao pretender justificar a destruição da biblioteca de Alexandria, a maior biblioteca da antiguidade, argumentou da seguinte forma: «Este livros ou contêm os ensinamentos do Corão (livro sagrado do Islão) ou não os contêm. Se os contêm são supérfluos, e, portanto devem ser queimados. Se não contêm os ensinamentos do Corão, então são nocivos e como tal devem também ser queimados. Por conseguinte os livros da biblioteca de Alexandria devem ser queimados.»."


R: Falso dilema.

A falsidade das premissas deve-se à ambiguidade do enunciado "os ensinamentos do Corão" - estes ensinamentos não esgotam todo o saber possível.


Sobre esta falácia:
http://livrepensamento.com/guia-de-falacias-logicas/falacias-de-distracao/falso-dilema/

Falácias - exercícios 8

8. 


"Quando, em 1858, Charles Darwin publicou o livro A Origem das Espécies houve um aceso debate entre os defensores e os adversários das suas ideias. Estes caricaturaram a ideia de que os seres humanos e outros primatas evoluíram a partir de um antepassado comum dizendo “Darwin afirma que descendemos do macaco” e eram frequentes ironias como “talvez os avós de Darwin fossem macacos, os meus não." Exemplo retirado daqui.."


R: Boneco de palha (ou espantalho).

Este argumento é uma petição de princípio porque a conclusão está disfarçadamente (sub-repticiamente) incluída na premissa.


Sobre esta falácia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_espantalho

Falácias- exercícios 7

7. "Hugo teve doze acidentes nos últimos 6 meses. No entanto, ele continua a dizer que se trata de coincidência e não de culpa sua. Em 2 desses acidentes ia em contramão e em 3, em excesso de velocidade."


R: Indução preguiçosa.

"A conclusão apropriada de um argumento indutivo é negada apesar dos dados.
Exemplos:
  1. Hugo teve doze acidentes nos últimos 6 meses. No entanto, ele continua a dizer que se trata de coincidência e não de culpa sua. (Indutivamente, as provas apontam irresistivelmente para a culpa de Hugo.) Este exemplo foi retirado de Barker, p. 189.
  2. Sondagens e mais sondagens mostram que o N.D.P. ganhará menos de 10 lugares no Parlamento. Apesar disso o líder do Partido insiste em que o Partido terá muito mais votos do que as sondagens sugerem. ( De facto o N.D.P. só obteve 9 lugares.)
Prova: Acima de tudo pode insistir na força da inferência."

Saturday, February 22, 2014

Falácias - exercícios 6

6. "Se não estudas, não passas o ano. Se não passas o ano, não tiras um curso, se não o fazes, não tens condições para te sustentares e aí acabas na vagabundagem."


R: Derrapagem (ou bola de neve).

Este argumento apresenta uma série catastrófica de consequências aparentemente decorrentes da primeira premissa. No entanto, essa série de consequências não é plausível, porque há uma das condições que não é verosímil (e que serve de 'gatilho' à derrapagem): "se não tirares um curso, não tens condições para te sustentares". Muitas pessoas não tiraram um curso superior e conseguem sustentar-se.


Sobre esta falácia:
http://ask.fm/domingosfaria/answer/14922300341

Falácias - exercícios 5

5. "A faculdade de letras é a que melhores cursos ministra porque é a que tem melhores cursos."


R: Petição de princípio.

Este argumento é uma petição de princípio porque a conclusão está disfarçadamente (sub-repticiamente) incluída na premissa.


Sobre esta falácia:
http://duvida-metodica.blogspot.pt/2012/11/peticao-de-principio.html

Falácias- exercícios 4

4. "As pessoas ou são boas ou são más. As pessoas antipáticas não são boas, logo são más."


R: Falso dilema.

A premissa disjuntiva é falsa ("As pessoas ou são boas ou são más"), uma vez que a humanidade não se concentra dividida em dois campos opostos: entre a bondade e a maldade absolutas é uma variadíssima gama de possibilidades: há pessoas que podem ser boas para umas pessoas e más para outras, como também será plausível admitir que possam existir pessoas boas que não exteriorizam a sua bondade. Daí a conclusão não ser verdadeira.


Sobre esta falácia:
http://livrepensamento.com/guia-de-falacias-logicas/falacias-de-distracao/falso-dilema/

Falácias - exercícios 3

3. "A Filosofia de Nietzsche não vale o papel que se gastou a imprimi-la. Nietzsche era um imoralista que, antes de morrer, ficou completamente louco. Por ter contraído sífilis na juventude."


R: Ad Hominem.

Fundamentação: Neste argumento temos uma série de ataques pessoais a Nietzsche, em vez de se discutirem as suas ideias e argumentos.

Sobre esta falácia:

Falácias - exercícios 2

1. "Einstein, o maior génio de todos os tempos, gostava de maçãs. Logo, as maçãs são o melhor alimento do mundo."


R: Apelo à autoridade .

Fundamentação: Einstein não é um especialista em nutrição.
Este argumento de autoridade viola a regra segundo a qual "as autoridades têm de ser especialistas na questão em causa."

Sobre esta falácia:



Falácias - exercícios 1

1.  Toda a gente sabe que os políticos são corruptos. Por isso, não faz sentido provar o contrário.


R: Apelo à ignorância.

Fundamentação: a impossibilidade de provar algo não pode servir de prova (ou de contra-prova). Quem defende uma tese deve fazê-lo pela positiva, apresentando premissas verdadeiras, baseadas em provas e ilações coerentes e consistentes com a realidade.

Sobre esta falácia: